16 de novembro de 2013
Resmunguismos estrogênicos, kick 2
Modismo erístico em Rede: cometer a falácia sofismática de oferecer um argumento factual válido, porém não conclusivo, para fazer valer o seu ponto de vista que, por mais que siga as regras formais do raciocínio, tem por base a própria crença (ou "descrença científica") do interlecutor.
Para um bom estudioso, a mente aberta é pressuposto indelével. Mente aberta para todas as hipóteses, sejam elas plausíveis ou aparentemente não.
Fatos podem e são questionados, bem como os argumentos oferecidos a partir da interpretação pessoal desses fatos. Mais ainda questionada (e combatida) a tentativa de se fazer valer o próprio ponto de vista em cima, não dos fatos, mas da percepção estritamente pessoal desses fatos.
Bom seria se não desabonássemos, no todo, o que o outro diz, por se trabalhar o pensamento holisticamente. Pelo contrário, corroborar, na medida do cabível, o que o outro diz, sem medo ou receio, apresentando outros pontos a ser analisados - como o fazem os de mente aberta, os teístas ou ateístas filósofos e cientistas do mundo, de ontem, de hoje, e, mais que nunca, do amanhã.
Batucando, batucando nas entranhas do ego pós
Há uma postura humana, especialmente do homem urbano pseudo-intelectual, facilmente enquadrada na categoria "manias": diminuir e combater as boas ações, por menores que sejam, do outro, em troca de...?Peguemos como exemplo uma pessoa que ajuda o próximo, consciente de quem é, dos haveres e dos porqueres. Uma pessoa que, por vontade própria, larga tudo e tudo enfrenta para fazer valer o que julga bom para os menos afortunados, os esquecidos e excluídos. Longe de ser 'santa' - é muito provável que saiba que epítetos de qualquer natureza e fins estorvam - ela ajuda naquilo que pode. Muitas vezes, em um contexto histórico e social difícil, no qual está inserida, tem que recuar e ceder em respeito às crenças e à cultura - por mais que tente praticar a caridade entre os mais pobres, tem que recuar, ceder e criar alternativas palatáveis às autoridades e à comunidade local, em respeito às crenças e ao "código de conduta social".Então, essa pessoa, ao longo dos anos de intensa labuta, em meio a estopins armados, doenças e carência financeira, consegue, digamos, algumas centenas de milhões em doações, e que os reverte para uma determinada ação, como a a manutenção de um espaço utilizado para abrigo e amparo assistencial - a duras penas, pois sempre há os que não apenas se limitam a criticar mas a assumir a (des)função de dificultadores, "atravessares" ou prejudicadores. Embora nada tenham feito de similar em suas vidas, logo dirão os 'reducionistas' que é errado, que a pessoa poderia, com essas centenas de milhões, construir hospitais, escolas, centros de assistência, etc, numa terra cujas práticas administrativas deserdam do amparo estatual os mais necessitados, tratando com indiferença o "destino" para o qual foram concebidos. Então, os 'simplificadores' esquecem que erigir edificações é relativamente fácil quando se tem o recurso financeiro para isso, mas que arcar com as despesas de manutenção semanal, mensal e anual de uma escola ou hospital (alimentação, água, luz, telefone, material de expediente, pagamento da folha de pessoal, serviços diversos, combustível, vigilância, etc.) é muito mais oneroso que custear ações de investimento - especialmente para quem trabalha com assistencialismo e não dispõe de fontes de captação seguras.Se a pessoa poderia ter feito coisas diferentes? Sim, ela poderia - assim como os donos de um capital anual de centenas de bilhões de dólares, libras... Porém, querendo ou não admitir, pessoas assim, mesmo agindo sozinhas, fazem uma diferença positiva na vida de outras muito mais que eu e você juntos jamais chegaremos a fazer, nem em sonho - porque estaríamos sonhando outros sonhos.Se ela poderia fazer o que outros julgam ser 'melhor'? Poderia. Assim como eu, você e todo o resto poderíamos, ao tirar a bunda da cadeira, sair pelo mundo ajudando a quem precisa - a começar pela própria casa, junto à família, o trabalho, a comunidade do bairro... - , naquilo que podemos e nas ações que acreditamos sejam úteis, urgentes ou necessárias. Alguns se dedicariam à educação, outros à saúde, outros à cultura, outros a espiritualização, e todos ajudariam fazendo a SUA PARTE. Um dos maiores equívocos do ser humano é desabonar todo um histórico de boas ações pelo que julga ser "certo" ou por uma má ação cometida - pois se uma pessoa faz 1000 ações positivas e 1 negativa, é por esta última que será lembrada, não pelas outras; se fez 1000 ações positivas mas deixa de fora 1 ação que outros dizem que deveria fazer, todas as 1000 ações serão prontamente desabonadas, e as intenções do beneficiador serão colocadas em xeque.É realmente fácil, sobretudo para nós, os acomodados, julgar quem "dá a cara a tapa" para fazer o que "acha" ser melhor, o que "entende" estar ao seu alcance. De fato, essa 'mania' é, hoje, um dos maiores ESTORVOS à evolução humana.
Você já viu um 'jaguar d'arte'?
Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"
Ele arrancou sua espada vorpal e foi atras do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante!
Cabeca fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Ele se ria jubileu.
Era briluz.
As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!"
Ele arrancou sua espada vorpal e foi atras do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante!
Cabeca fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Ele se ria jubileu.
Era briluz.
As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
"O Jaguadarte", de Lewis Carroll
A memoralidade de Alice Pan
A minha infância foi assim:
Meninas colecionavam bonecas, eu, cicatrizes; meninos corriam como o vento, eu voava com ele.
Meninas vestiam suas bonecas, eu as despia e as abria como um "perito cirurgião"; meninos agitavam pipas, eu, os últimos galhos das mais altas árvores.
Meninas morriam de medo de sangue, eu me orgulhava de cada gota derramada; meninos eram ágeis no pega-pega, eu era hábil em ofuscá-los e mais veloz ao ultrapassá-los.
Meninas e meninos choravam ao se machucarem; eu me surpreendia, registrava os danos e sorria (exibindo um dente como troféu e um ferimento feio como se nada).
Meninas brigonas batiam e apanhavam, eu, lia estratégias de guerra e manipulava; meninos liam revistas pornôs e meninas, o horóscopo do dia; eu absorvia a 'sensualidade' das ciências e da poesia.
Meninas e meninos brincavam de esconde-esconde, eu, de camuflagem, infiltração e escapismo (rastejando nas sombras, entrando e saindo das casas como um ninja).
Meninas pintavam o rosto para os meninos, eu, para os jogos de guerra; meninos suspendiam as saias das meninas, eu já vestia bermuda por baixo.
Meninas fofocavam entre si, eu ouvia atentamente o que os livros tinham a dizer. Meninos lutavam entre si, eu observava serenamente a plasticidade e estética dos movimentos.
Meninas e meninos pintavam o sete, eu... pintava cadernos, cartolinas, telas e paredes, olhando para o céu e pensando: Você vai ser o próximo.
Meninas e meninos aprendiam a entender a natureza do aparente, eu, a antever as chaves de acesso do conhecimento oculto em tudo presente.
Meninas, meninos e eu tínhamos algo em comum:
Éramos imortais. Um dia, quem sabe, Eternos.
Meninas colecionavam bonecas, eu, cicatrizes; meninos corriam como o vento, eu voava com ele.
Meninas vestiam suas bonecas, eu as despia e as abria como um "perito cirurgião"; meninos agitavam pipas, eu, os últimos galhos das mais altas árvores.
Meninas morriam de medo de sangue, eu me orgulhava de cada gota derramada; meninos eram ágeis no pega-pega, eu era hábil em ofuscá-los e mais veloz ao ultrapassá-los.
Meninas e meninos choravam ao se machucarem; eu me surpreendia, registrava os danos e sorria (exibindo um dente como troféu e um ferimento feio como se nada).
Meninas brigonas batiam e apanhavam, eu, lia estratégias de guerra e manipulava; meninos liam revistas pornôs e meninas, o horóscopo do dia; eu absorvia a 'sensualidade' das ciências e da poesia.
Meninas e meninos brincavam de esconde-esconde, eu, de camuflagem, infiltração e escapismo (rastejando nas sombras, entrando e saindo das casas como um ninja).
Meninas pintavam o rosto para os meninos, eu, para os jogos de guerra; meninos suspendiam as saias das meninas, eu já vestia bermuda por baixo.
Meninas fofocavam entre si, eu ouvia atentamente o que os livros tinham a dizer. Meninos lutavam entre si, eu observava serenamente a plasticidade e estética dos movimentos.
Meninas e meninos pintavam o sete, eu... pintava cadernos, cartolinas, telas e paredes, olhando para o céu e pensando: Você vai ser o próximo.
Meninas e meninos aprendiam a entender a natureza do aparente, eu, a antever as chaves de acesso do conhecimento oculto em tudo presente.
Meninas, meninos e eu tínhamos algo em comum:
Éramos imortais. Um dia, quem sabe, Eternos.
Resmunguismos estrogênicos, kick 1
Se você tem opinião é revoltado; se guarda a sua opinião para si, é covarde. Se concorda com o outro, "está pagando pau"; se discorda, "está morrendo de inveja". Se paga a conta da mulher, é machista; se não paga, é um "zero a esquerda". Se namora e termina, namora e termina, é vadia; se fica com um só, é conformada; se não fica com ninguém, é mal amada. Se dá a cara a tapa, é arrogante; se conhece a si mesmo, é prepotente; e se revida na proporção em que foi atacado, é injusto e injustificado...
Mundo, decida-se: ou expurga de vez essa gente desentendida, ou aperte o meu botão de ejetar.
Faz favor.
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