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1 de março de 2014

Todo dia é dia de Juno



(Nalgum lugar de uma timeline qualquer)

"Não me entenda mal, é digno e bravíssimo da parte da atriz Ellen Page se "desmascarar" para o mundo, assumindo em público,diante de refletores e bochichos, a sua homossexualidade.
Porém, oxalá chegue (logo) o dia em que ninguém, homem e mulher, precisará se "assumir" em SUA orientação, "desmascarando" a SUA intimidade como um desabafo, um protesto, como um ato de rebeldia ao revelar um segredo "sujo" que se mantém às custas da própria identidade.

Triste mundo esse em que a identidade de alguém é motivo de vergonha para outro. Triste realidade essa em que algo tão pessoal, tão sacramente íntimo e individual, ainda seja tratado com tamanho escândalo, como se de um leviatã se tratasse.

Oxalá, chegue o dia em que nenhum HUMANO, homem e mulher, sentir-se-á coagido pela cultura mental de sua sociedade a ir a público dizer, nas entrelinhas, "Mea culpa por ser como sou. Por favor, não se escandalizem, é o único que peço!"

Queira o homem que sim."





29 de janeiro de 2014

No editorial do jornal pangaláctico de hoje...



Você, humano. Sim, você mesmo. Você deve urgentemente transpor velhas barreiras e vencer as aparências. 

Quando vocês dizem "todos somos de uma única raça, a humana" - recapitulando as palavras utilizadas por um certo Einstein na papelada que preencheu ao exilar-se nos EUA (Raça?, lhe perguntaram; "HUMANA", ele escreveu) - deixam subentendido que a cor da pele, o sexo, a crença, toda e qualquer diferença da individualidade, são detalhes humanos e, como detalhes, estão inseridos no conceito de HUMANO, mas não podem superá-lo.

Isso, se não sabe, é ontológico e, sendo ontológico, está na base, na raiz da questão.

Significa dizer que um "negro" ou um "branco" não é (essencialmente) um negro ou um branco, porque cor de pele não define a sua humanidade; e sim, que ele É UM HOMEM e que a cor da sua pele é escura ou clara. Significa dizer que uma lésbica não é uma lésbica, porque o que ela faz com o seu sexo não define sua humanidade; e sim que ela É UMA MULHER e que a sua orientação sexual, quando perguntado, é 'homossexual'.

Significa dizer, enfim, o que uma criança humana é capaz de entender à perfeição:

Que todos vocês são HUMANOS e, sendo humanos, TODOS têm os mesmos direitos humanos.

No dia em que compreenderem essa simples verdade, toda e qualquer separação deixará de existir, porque de obsoletas.



Recapitulação do dia: a anedota do diabo e a verdade.


 
Certa vez, o diabo encontrou a verdade e a dividiu em vários pedaços, para que os homens, de posse de cada um dos pedaços, se julgassem, cada um em separado, donos da verdade.

Lição?

Separar (a verdade) para dividir (o Homem) não é uma boa. Separar (a verdade) para conhecer suas partes e, depois de conhecidas, entendidas como parte de um todo: SIM.


17 de novembro de 2013

Se não nós, quem?



É comum crescer ouvindo estereótipos racistas do tipo "preto quando não caga na entrada, caga na saída, e quando não caga na saída, deixa um bilhete dizendo "Cagarei depois". É comum crescer em ambientes familiar e escolar eivados de idéias e atitudes racistas. Ei, estamos no Brasil! Um dos países mais machistas, homofóbicos e racistas do mundo.

A criança não-negra cresce alimentada por pensamentos e comportamentos racistas, que de tão incorporados no modus vivendi da sociedade brasileira, viram rotina; e a criança negra cresce condicionada pelo comportamento social a ter aversão de seu biótipo e a odiar a si mesma por ser, externamente, quem é aos olhos de um mundo racista: um ser estigmatizado com atributos que o tornam inferior em relação aos de sua RAÇA HUMANA.

Sim, porque é isso o que somos, uma só raça, com biótipos diferentes. Einstein estava certo, e o tempo confirmou.

Então, você me pergunta se a aversão/restrição a negros o torna ruim, ao que eu digo: melhor não torna.

A aversão poderia transforma-lo em criminoso, se, tomado pelo sentimento racista, você prejudicasse alguém em razão de sua negritude.

Enquanto o racismo for um sentimento desconstrutivo mantido nas rédeas do auto-controle, não passará de um "pré-julgamento errôneo de foro íntimo". O ideal, no entanto, é trabalhar em si mesmo a desconstrução do racismo. A partir do momento em que deixamos para trás a condição de crianças, orientadas pela cabeça e conduzidas pelas mãos dos adultos, conquistamos o direito de pensar e de agir por nós mesmos bem como a responsabilidade sobre nossos pensamentos e ações. Se crescemos ouvindo comentários racistas e vendo práticas racistas, ao ponto de introjetarmos o sentimento de aversão, e se, mesmo quando adultos conscientes dos próprios atos, damos continuidade a esses velhos hábitos, embora sabendo que são ruins, a conclusão é mais que óbvia: passamos de vítimas a cúmplices.

O fato é: se sabemos que estamos equivocados, por que perseverar no erro, afinal?

Identidades podem ser desconstruídas. A de um racista está entre elas.

Boa vontade, esclarecimento, condicionamento mental e envolvimento com a realidade sócio-cultural negra (e com seus problemas e necessidades) são a "mais-valia" da formação de boas práticas de inclusão das diversidades. Como dizem os mestres yogis: Pratique, preocupe-se com a teoria depois.




Coisas que desenterramos do passado, em: Formspring.me

"Vóis sois deuses", nos foi dito. Pois somente deuses comandam 'universos'.





Vou dizer uma coisa e ela é minha para fazer o que quiser: O ser humano não precisa de pena. Pena não é piedade, porque a piedade demanda ação e a pena - a banalização de piedade - conformista e hipócrita como é, se contenta com o "passar a mão na cabeça" e com a atitude passiva.

O ser humano precisa, sim, é se conhecer intimamente, descobrir a força interior que tem, o poder realizador que lhe é inato; precisa se amar e, assim o fazendo, amar o seu igual (como alguém que se odeia ou se despreza pode amar o outro, sem transformar esse 'amor' em apego, escapismo ou refúgio?). Ele precisa desvendar-se e, uma vez o fazendo, apaixonar-se pelo que há de belo, oculto sob camadas de ilusão, auto-engano e comiseração.

O ser humano não precisa de pena, não precisa de 'mimimi', de ''tadismos de mim", coisas vãs que servem de placebo para seus dramas de consciência, porque ele não é uma vítima, é um vivo sobrevivente: sob ele pairam milênios de desconstrução ontológica e o peso hercúleo de um presente nada amigável. É um sobrevivente porque sua necessidade de evoluir, completar-se e superar-se pede mais de si, pois ela própria, a força natural chamada 'necessidade', tem a consciência da amplitude do poder humano, significando com isso dizer que 'se há problemas de percurso é porque PODEMOS resolvê-los'. Não é demagogia espiritual, é a mais pura e imortal verdade: nós podemos.

Não é de pena o que precisamos, especialmente nesses tempos de ferro e de uma 'normose' malsã: é de Entendimento. A chave do conhecimento oculto sempre foi o homem, e o conhecimento, embora hoje pareça clichê, é poder. O poder de ver, entender, assimilar, transformar, expandir, realizar! A começar por si, pois todo homem e toda mulher é tanto uma estrela quanto um universo.

Não é com o choro da auto-imolação amiserativa, que o ser humano realizará o bom combate nos campos do ego e de seus 'defeitos psicológicos', e sim à base de compreensão do universo particular - e isso importará no confronto limpo e direto com a 'sombra' interior - e de ação reta (dois elementos, aliás, do Nobre Caminho Óctuplo, segundo Siddartha Gautama, o Buddha). A essência, consciência ou alma - não importa o nome que lhe derem - é de fato o que temos de mais nobre. Quando o homem compreender e aceitar que é ela, e não o ego e seus confusos barulhos intermitentes, a parte divina que se conecta e se expressa nas diferentes dimensões (planos quânticos de espaço-tempo diferenciados e contínuos), entenderá o que é ser imortal - e o que isso importa.

O primeiro passo já foi dado em algum futuro dos infinitesimais existentes, tudo o que o o espírito humano precisa é entrelaçar-se a ele. Como?

SUPERANDO-SE. Agora, nas pequenas coisas, sejam elas materiais, sejam elas de foro íntimo - sobretudo essas.

Faça você mesmo. Não tema a verdade, ela é, de fato, libertadora:
VOCÊ PODE.