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14 de junho de 2017

Think

 
"Entre corruptos de todas as siglas, é impossível que um só partido político detenha o status de "corrupto" e, no mínimo, questionável que só um ou dois desse único partido sofram os rigores da lei."
 
 

19 de maio de 2017

Time... remains on my side



Quando comparo o passado da nossa história política com o presente, hoje a impressão é de que estamos pior que em 1964 e nos anos de opressão ditatorial que assolou o país. Pior por um único e imenso motivo: o descrédito do povo em suas instituições, representantes eleitos, autoridades investidas, descrédito em seu próprio sistema legal. Ao contrário de nossos pais, e dos pais de nossos pais, as razões para lutar, por mais suficientes e urgentes que sejam, vão obscurecendo e se tornando obsoletas antes de se esgotarem. Antes mesmo de irem as vias de fato. Os filhos dessa geração nascem presos de um individualismo cada vez mais enfermiço e da desesperança crescente, vão colecionando desmotivações em série e abraçando o design de um futuro degenerado como a um velho amigo. Hoje, o cinismo é alimento para o conformismo - "não vale a pena, é tudo farinha do mesmo saco" - e é difícil até mesmo condená-lo (o cinismo) quando nós mesmos, os que vieram antes, olhamos para o labirinto sem paredes em que somos confinados - o sistema "Sybil", o modum productio, a Matrix, - e não conseguimos achar saída para centenas de milhões de pessoas. Não há uma saída, mas válvulas de escape. Reformas que o próprio sistema assimila e que o redefinem, suplantando-se como uma inteligência artificial de um deus ex machina.  

Nós, os que vieram antes, também estamos cansados. Cada vez mais aversos ao pensamento de insistir no mais do mesmo quando o mesmo leva ao mais de si. Se somos francos, o que hoje nos mantém de pé e nos empurra a seguir, é a persistência da própria vida. É pelo instinto de sobrevivência que persistimos no labirinto de paredes invisíveis, é o senso de prevalecimento que não nos deixa entregar os pontos.

Porque algo precisa ser feito.

Pelo simples fato, inevitável condição de quem respira, de se estar vivo.
E porque não avisaram da falha no sinal da Matrix. Ela deve ter sido plantada ali por um motivo: toda vez que nos movemos contra o sistema, o sistema cria defesas e, quando ultrapassado, se força a um upgrade, um que incorpore reformas de sua velha estrutura. Isso parece fortalecê-lo, torná-lo imbatível como uma intangível Hidra cujas cabeças decapitadas se refazem. Mas o que não é dito, o que é quase que completamente esquecido, o que bilhões não contabilizam - enterrados sob toneladas de distração - é que qualquer movimento contra o sistema põe em movimento a transformação da mentalidade individual e de grupo.

Não é algo que se possa medir em uma única vida, a transformação, mas é algo que parte de um princípio, vai ganhando força e atravessando os corredores do tempo, arrastando, como uma onda, as coisas confinadas no espaço do mundo das coisas.

Não há escapatória.
É uma fatalidade projetada:
Ou paramos e somos definidos pelo sistema ou nos movemos de lugar e o redefinimos.


Quando comparo o passado da nossa história política com o presente... uma palavra se auto define:
AVANTE!

2 de março de 2014

Le-rê, le-rê, le-re-re-re-re-rê!



Proposta de encaminhamento nacional:

Vambora mandar tudo para o tronco?

Pretos, pobres, ladrões pretos e pobres, dementes, dementes pretos e pobres, e com eles todo o resto de nós: os brancos, os ricos, os lindos e esbeltos (oh, sim, há um espaço especialmente reservado para eles!), homens e mulheres de todas as classes, tamanhos e volumes; todos os cidadãos ditos "de bem" juntamente com toda a reca de autoridades, policiais, enfim, todo o povo brasileiro.

Vamos todos para o tronco, porque todos, em maior e menor grau de ação e omissão, temos culpa.


Ha, ha, ha, gostou cidadão? Você, a sua omissão, e algumas de suas ações (essas que você faz quando ninguém está olhando) têm culpa no cartório da consciência e da responsabilidade moral, cívica, individual e coletiva. Você que também deve estar ali, no lugar do preto, pobre e demente acorrentado, como aquele homem que foi obrigado a carregar a cruz de Cristo, porque, sim, você merece.


Todos merecemos, pois tudo isso, essa carência e essa demência social, todo esse trem descarrilhado chamado 'governabilidade democrática' cruza os braços diante do muito (e como tem!) por fazer neste país, que de "futuro" só tem o presente... o qual, entre muitas catástrofes galopantes, é uma tremenda de uma bomba de excremento arremessada na fuça de todos, em loop - vaya la quantica!



26 de fevereiro de 2014

Nepau, Nepedra, Neofimdocaminho




Filhinho, filhinha, saiba, primeiro, que todos e cada um dos direitos constitucionais, dos fundamentais aos derivados, nascem dessa coisa "abominável" chamada DIREITOS HUMANOS.

O direito a uma vida digna, o direito à liberdade de expressão, à privacidade, o direito à função social da propriedade, o direito ao emprego e ao trabalho, o direito às férias, o direito à previdência, o direito à assistência social, o direito à saúde, à educação, o direito à associar-se pacificamente para manifestar-se contra o que há, o direito à greve, o direito a um meio ambiente saudável (embora, capitalisticamente impossível de conciliar, sejamos conscientes), o direito do consumidor, e mesmo o direito a ter direito a uma defesa caso você ou seu herdeiro cometa um deslize de conduta socialmente intolerado (afinal, atire a primeira quem nunca errou ou que não é passível de futuramente errar), enfim, todos os direitos humanos de primeira a quarta geração são o que, até hoje, garantem basicamente TUDO o que de bom ainda se tem, legalmente falando.

Direitos esses, aliás, que seus avós e seus pais LUTARAM para que VOCÊ pudesse usufruir, vá lá, de uma vida MENOS FODIDA. Direitos esses que, oh céus, não vemos sofrer alterações por iniciativa da nova geração - sinal de que são muito, muito, muito "ruins", não?

Até quando confundir direito humano com "conivência ao crime", quando todos nós, TODOS, somos moralmente responsáveis pelo LIXO de degredo e desumanidade que se amontoa aos milhões? Nós e nossa OMISSÃO, coisa até pior que uma ação direta lesiva, especialmente quando se tem a consciência do errado e do que se fazer para impedir ou atenuar os danos e investir em reais melhorias.

Não filhinhos, É O CARÁTER humano que precisa, urgentemente, de reparos, não aquilo que de mais nobre, em direito, o homem, levado por seu aprendizado histórico, criou de olho no futuro. Futuro que hoje é presente, presente que vai para o aterro sanitário de uma terrível regressão que eu restrinjo-me a chamar de "intelecto-moral".

Agora assim, se a moral desse "novo" miserável mundo de merda é detonar geral com cada coisa frutífera já construída, então VAMO BOTÁ PRA FUDÊ de uma vez por todas! Chega de lenga-lenga, de latideira de poodle, se é pra mudar, pro mal ou pro bem, vamo logo com isso! Tá bom de voltar aos tempos de velho oeste americano, não? Todo mundo armado, "brincando" de paintball, só que com balas de verdade.

Eu sou a favor.
Agora o bom é que ninguém mais se habilita.

20 de junho de 2013

Até que cordeiros se tornem leões








"Existe um perigo. Não se apaixonem por vocês mesmos. Estamos nos divertindo aqui, mas lembrem-se: carnavais vêm fácil. O que importa é o dia seguinte, quando temos que voltar para vidas normais. Haverá alguma mudança? Eu não quero que vocês se lembrem desses dias, sabe, como “oh, éramos jovens e foi lindo”. Lembrem-se que nossa mensagem básica é “é permitido pensar sobre as alternativas.” (…) Existem questões realmente difíceis que nos confrontam. Nós sabemos o que não queremos. Mas o que queremos? Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes nós queremos? Lembrem-se, o problema não é a corrupção ou a ganância, o problema é o sistema. Ele te força a ser corrupto. Cuidado não apenas com os inimigos, mas também com falsos amigos que já estão trabalhando para diluir esse processo. Do mesmo jeito que você pode ter café sem cafeína, cerveja sem álcool, sorvete sem gordura, eles vão tentar transformar isso num inofensivo protesto moral. Um protesto descafeinado."

(Slavoj Žižek at Occupy Wall Street)
 


- "Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes queremos?" Você também sente, não é? O "aperto" e ao mesmo tempo aquele comichão que desespera feito um louco dizendo a toda hora: PRA ONDE VAMOS DAQUI?! PRA ONDE VAMOS DAQUI?!"

- Sim, esse "aperto" é global. Países que ninguém talvez tenha cogitado no passado se tornarem "rebeldes", como a Turquia e o Egito... simplesmente viraram a mesa e gostaram da sensação. Cresce a insatisfação até mesmo entre estadunidenses e hoje, mais que nunca, começam a questionar entre si um pouco a cada vez: "O QUE, MERDA, ESTAMOS FAZENDO AFINAL CONOSCO... COM O MUNDO?!"

- Qual o resultado disso tudo? Consegue divisar?

- Francamente? Só sei o que quero pra mim. Não consigo visualizar esse todo dentro de como eu quero as coisas pra mim. Talvez por isso também eu entoe o discurso de que "é mudando o homem que se mudará o mundo". O mundo é grande demais... o homem é um bom começo. Mas...

- Mas?

- Objetivamente, a concretude dos fatos falará por si. Subjetivamente, talvez resulte em algo mais... um tipo de "quebra de inércia" que, por mais "fogo de palha" que possa ser, segundo uns, reverbera não só na história mas na memória particular e de grupo. Foi, de qualquer forma, uma sacudida, e talvez seja disso que precisamos: de sacolejos esporádicos. Quando até mesmo os sonhos apodrecem... qualquer movimento dado pela alma é bem vindo.Talvez, e só talvez... seja o subjetivo coletivo, mais que o objetivo, o grande necessitado. A própria auto-estima agradece. 

- Isso dá um ensaio psico-comportamental e filosófico imenso. Mas objetivamente também vale lembrar: quando pessoas-cotidiano se dão ao "trabalho" de, pelo menos, questionar e, uma vez enxergando mais longe por se permitirem voar mais alto, conspiram um plano conspiratório contra 'a conspiração sistêmica'... isso é bom.

- Oh, sim, isso é bom! Na falta de algo melhor, o corpo e a mente agradecem o 'movimento'. Para o Alto e Avante!