Diziam,
nos círculos da moda, que a galinha atravessou a rua não apenas para chegar do
outro lado, mas para provar ao galo que ela, mesmo sendo fêmea, portanto tida
com inferior pela cultura machista, é tão capaz quanto ele de atingir o mesmo
objetivo, provando ao macho que há igualdade entre os sexos.
No
último andar do firmamento, um ovo estelar se perguntava onde fora parar a
grafia simples do conceito físico-mecânico da galinha atravessando a rua para
chegar ao outro lado, porque quis se tornar o centro de uma piada de unidades
aristotélicas pueris. E assim, pensava o ovo, foi-se pelo ralo a piada. E a
galinha, que poderia ser um galo aviltado em sua masculinidade devido ao excesso
de hormônios femininos, que não pediu mas aceitou, desistirá de chegar ao outro
lado. Porque viu que tanto lá como cá, a ordem dos fatores não altera a
mentalidade. Agora a galinha apenas observa o espaço. Tornou-se astrônoma: fica
a contemplar, do deserto que adotou como lar terreno, os muitos sóis e
planetas dentro de si.
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